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Alisson Oliveira de Moraes, desde 2005 no graffiti, há quatro anos pintando.
Flip fala - O que me inspirou é que antes de eu morar aqui em Conceição do Coité eu morava em Salvador, lá tem varias pichações imensas, ai quando a gente saia para ir para escola, pra praia ou para qualquer outro lugar sempre viam em todos os lugares, aquelas letras, só que eu não sabia bem o que significava, achava legal o estilo à forma que era feita, vários tons parecidos, então foi daí que comecei, fazendo esses tipos de letras, tentando imitar, eu também tenho um tio que fazia desenho de rosto de pessoas, tudo isso me deu motivação a começar, foi fazendo parte de gangues de pichações.
Meu tag é “Flip”, por que antes de grafita eu sempre andei de skate, gostava de skate, e eu tinha essa meta, eu sabia varias manobras difíceis e não sabia o flip, ate que um dia eu conseguir fazer essa manobra sozinha, porra velho, depois dessa conquista eu vou colocar o meu tag assim, e tudo veio justamente quando eu estava entrando no graffiti, então resolvi colocar “flip”.
Meu contato com o graffiti mesmo, foi em Coité mesmo, lá em Salvador eu tinha um contato mais não considerava como graffiti e sim como pichação, não distinguia muito bem a diferença entre o graffiti da pichação, ai juntamente com Medo, Vadio que era das antigas, foi quem conheci primeiramente e acabei fazendo amizade, agente fazia bomber da “ST” (Sindicato das Tintas), junto com ele fui aprendendo, tipo foi uma das pessoas em que me inspirei desde o inicio, pois ele fazia bomber e eu também gostava de letras redondas, foi daí que comecei.
O desempenho dos que fazem graffiti melhorou e muito aqui na cidade de Conceição do Coité, com o tempo veio o apoio, foi melhorando ao decorrer do que a gente foi colocando em pratica, quem fazia letras foi melhorando em letras, quem fazia personagens foi melhorando em personagens, foi abrindo as portas para ambas as partes, as portas em etc. As pessoas, a população e não o governo e prefeitura, as pessoas assim, as autoridades competentes, o que não melhorou pode melhorar agora com a aprovação desse projeto que estamos bolando, pretendendo melhorar ainda mais a cena do graffiti na nossa cidade.
Eu faço o que me vem na telha, o meu estilo mesmo é o “Freestyle” mais o que eu gosto mesmo de fazer são os personagens, faço letras, faço bomber, pichação, faço tudo, mais o que eu viajo mais e o que faço mais nos eventos em que participo é personagens por ser o que mais gosto de fazer.
A cena em Coité é hostil, aqui só tem grafiteiro louco, na região de Feira de Santana a Conceição do Coité, tem muitos grafiteiros competentes, grafiteiros mais desempenhados.
Para quem ta começando é nunca desistir, acho assim quem tem um sonho como eu, nunca desisto, por mais que as coisas se estreitem, por mais que as coisas andem pro lado errado da situação, nunca desista siga em frente, não só no graffiti mais em qualquer área que você desempenhar um papel nunca desista fraco é aquele que desiste fácil, covarde é aquele que não alcança a sua meta.
Quero agradecer primeiramente a Deus, em segundo aos meus pais que sempre me apoiaram, quando nas vezes eu não tinha dinheiro para comprar material pedia a minha mãe ela sempre me dava uns trocados para fazer a arte, e em terceiro a vocês que são meus companheiros, Medo, Fera, Vadio, Freak que ate entrou, DNL, e quem vem ate hoje com a gente, uns pararam justamente por causa de estudos, outros que ficaram no meio do caminho, então agradeço a todos, e a amizade de vocês.