sábado, 28 de novembro de 2009


Conceição do Coité dia 19 de dezembro de 2009, tem tudo para poder acontecer um dos maiores eventos de grafite do interior baiano, que contará com uma faixe em media de 30 grafiteiros de diversas localidades, um grande encontro entre amigos da velha e nova escola.
Evento este com conta com o apoio do Colégio Yêda Barradas Carneiro, e a organização fica por conta da MSFcrew (Movimento Sem Fronteiras)(MEDO e FERA).
Localização, o Colégio Yêda Barradas fica localizado na av. Getulio Vargas s/n bairro do açudinho, saida de Coité para Retirolândia.
Contamos com a presença de todos...
Desde ja a MSF agradece a todos que estão nos apoiando direto e indiretamente.

quarta-feira, 1 de julho de 2009


MSF mais uma vez no Interior
No dia 28 de junho a MSFcrew foi até a cidade de Serrinha com a presença dos grafiteiros, Medo e Fera (ambos MSF), e Vadio (independente).
Ao Chegar fomos recepcionados por MIU(ADRnewcrew) grafiteiro local, seguimos em direção a casa de AME(ADRnewcrew), onde fomos bem recepcionados por ele e sua família.
Tudo ocorreu na paz, começamos a pintar no sabado e voltamos para terminar no domingo, a noite muita festa, cachaça e mulheres, muita alegria neste dia pois foi um dia em que nos recordamos do passado, quando a um ano atras estavamos la fazendo o que mais gostamos.
Obrigado a "Binha" mãe de AME o proprio, Miu e a todos que estiveram presente...
Famílias
Movimento Sem Fronteiras
Creative Team Artist
Vapor Barato
Amigos De Rua
Koligação do Interior
Ate a proxima!

terça-feira, 23 de junho de 2009


Entrevista Com Medo




Deivid Carlos dos Santos Matos, 23 anos.
Medo fala – Estou na arte a mais ou menos 12 anos, eu comecei a gostar mesmo do graffiti foi a meados de 2001 a 2002, comecei a pintar nas paredes no ano de 2003 nessa faixa.
Curtia varias revistas, eu comecei a observar uma em especial, com a internet veio o conhecimento de outras pessoas que já pintavam há mais tempo, como a galera da ADR de Serrinha, uma das pessoas que me incentivaram e onde fui buscar aperfeiçoamentos.
Meu tag é Medo, para mim tem muito significados, conheci um rapaz que o tag dele era m.e.d.o., que significava “Miséria, Escravidão, Dor e Ódio”. Quinho da FDP de São Paulo, cada um tem seu instinto o seu próprio significado o meu eu coloquei, “Mundo Encantado de Medo” quer dizer às coisas que me envolvem os que estão em torno de mim.
Meu contato com o graffiti foi em 2003, já no ano de 2005, veio o meu primeiro evento com a galera da ADR e da MIR na cidade de Serrinha foi meus primeiros contatos com a galera de outra cidade.
Melhorou muita coisa por aqui, o incentivo de pessoas que começaram a ver o graffiti com outros olhos, e o que precisa melhorar é o apoio das prefeituras, das escolas, dos setores governamentais, das pessoas que estão sobre o poder não só em nossa cidade mais no estado também, precisam apoiar mais, e olhar para os artistas que estão aparecendo.
Meu estilo atualmente é conhecido como “Wild Style”
Hoje em dia a cena em Coité esta bem evoluída, eu antes me considerava como um dos primeiro da galera que começou que pintava bem, mais hoje vê que eu estou por baixo, vejo que a galera esta evoluindo bem rápido estão pintando bem.
Deixo uma mensagem para aqueles que estão começando no graffiti. “Graffiti é arte e atitude, graffiti não é moda”.
Agradeço a Deus em primeiro lugar e a MSFcrew, que sempre esteve ao meu lado seja ele nos momentos bons ou ruins, todos os lugares que fui pintar hoje sem contar com o inicio sempre fui com a galera da MSF e espero que não falte em dia nenhum sempre que sair para pintar que a galera esteja junto, se não puder estar todos que pelo menos um ou dois a Galera da CTA (Creative Team Artist) por essa parceria e a galera da SW também.

domingo, 14 de junho de 2009




Entrevista com Freak



Marcelo Mascarenhas Cunha, 18 anos.
Freak fala - Faço graffiti há, eu comecei no ano de 2008 tenho na faixa de um (1) ano e seis (6) meses.
Inspirei-me vendo o trabalho da galera na cidade e revistas também, vendo revista à gente se inspira mais ainda, da vontade do cara sair colorindo a cidade por inteira.
Meu tag é Freak, por que é muito louco que é coisa de louco mesmo, não tem como o cara dizer que é coisa de certo, o pessoal me pergunta: Que nome é esse? “Freak” significa o que? Loucura, qualquer tipo de desenho louco tem a ver com freak.
Não me lembro muito bem quando foi o meu contato com o graffiti, mais desde quando eu era bem pequeno, comecei a pegar latinhas, e comecei como a maioria dos grafiteiros começa fazendo vândalo pela cidade.
Aqui melhorou muita coisa, por exemplo: - materiais que eu não conhecia, tinta de qualidade, os cap coisa que eu não tinha muito conhecimento, eu achava que só tinha um tipo, um modelo, ai fui descobrindo muitas coisas com as pessoas que já graffitavam há muito tempo também, e a galera da MSF.
Meu estilo é personagem, porque nos letreiros eu não me encaixo muito bem nesse estilo não, mais eu curto também, acho legal.
O graffiti em coité este bem desenvolvido comparado a antigamente, que antes a gente não via graffiti a gente via como no inicio, pichações, depois vieram os bomber’s, e os grafites vieram se aprimorando, e a gente ta ai com um bom material fazendo um trabalho de qualidade.
A galera que ta começando, não desista nunca, que às vezes os que estão bem mais desenvolvidos, tentem dar mais apoio a eles, e não desfazer dos iniciantes, porque o cara ta com a tinta baixa o cara vai dizer, há o cara não sabe trabalhar como a gente, o cara tem que dar apoio para quê ele tente evoluir.Agradeço a Deus, a galera da MSF também que estamos juntos ai e a galera.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Entrevista com Flip



Alisson Oliveira de Moraes, desde 2005 no graffiti, há quatro anos pintando.
Flip fala - O que me inspirou é que antes de eu morar aqui em Conceição do Coité eu morava em Salvador, lá tem varias pichações imensas, ai quando a gente saia para ir para escola, pra praia ou para qualquer outro lugar sempre viam em todos os lugares, aquelas letras, só que eu não sabia bem o que significava, achava legal o estilo à forma que era feita, vários tons parecidos, então foi daí que comecei, fazendo esses tipos de letras, tentando imitar, eu também tenho um tio que fazia desenho de rosto de pessoas, tudo isso me deu motivação a começar, foi fazendo parte de gangues de pichações.
Meu tag é “Flip”, por que antes de grafita eu sempre andei de skate, gostava de skate, e eu tinha essa meta, eu sabia varias manobras difíceis e não sabia o flip, ate que um dia eu conseguir fazer essa manobra sozinha, porra velho, depois dessa conquista eu vou colocar o meu tag assim, e tudo veio justamente quando eu estava entrando no graffiti, então resolvi colocar “flip”.
Meu contato com o graffiti mesmo, foi em Coité mesmo, lá em Salvador eu tinha um contato mais não considerava como graffiti e sim como pichação, não distinguia muito bem a diferença entre o graffiti da pichação, ai juntamente com Medo, Vadio que era das antigas, foi quem conheci primeiramente e acabei fazendo amizade, agente fazia bomber da “ST” (Sindicato das Tintas), junto com ele fui aprendendo, tipo foi uma das pessoas em que me inspirei desde o inicio, pois ele fazia bomber e eu também gostava de letras redondas, foi daí que comecei.
O desempenho dos que fazem graffiti melhorou e muito aqui na cidade de Conceição do Coité, com o tempo veio o apoio, foi melhorando ao decorrer do que a gente foi colocando em pratica, quem fazia letras foi melhorando em letras, quem fazia personagens foi melhorando em personagens, foi abrindo as portas para ambas as partes, as portas em etc. As pessoas, a população e não o governo e prefeitura, as pessoas assim, as autoridades competentes, o que não melhorou pode melhorar agora com a aprovação desse projeto que estamos bolando, pretendendo melhorar ainda mais a cena do graffiti na nossa cidade.
Eu faço o que me vem na telha, o meu estilo mesmo é o “Freestyle” mais o que eu gosto mesmo de fazer são os personagens, faço letras, faço bomber, pichação, faço tudo, mais o que eu viajo mais e o que faço mais nos eventos em que participo é personagens por ser o que mais gosto de fazer.
A cena em Coité é hostil, aqui só tem grafiteiro louco, na região de Feira de Santana a Conceição do Coité, tem muitos grafiteiros competentes, grafiteiros mais desempenhados.
Para quem ta começando é nunca desistir, acho assim quem tem um sonho como eu, nunca desisto, por mais que as coisas se estreitem, por mais que as coisas andem pro lado errado da situação, nunca desista siga em frente, não só no graffiti mais em qualquer área que você desempenhar um papel nunca desista fraco é aquele que desiste fácil, covarde é aquele que não alcança a sua meta.
Quero agradecer primeiramente a Deus, em segundo aos meus pais que sempre me apoiaram, quando nas vezes eu não tinha dinheiro para comprar material pedia a minha mãe ela sempre me dava uns trocados para fazer a arte, e em terceiro a vocês que são meus companheiros, Medo, Fera, Vadio, Freak que ate entrou, DNL, e quem vem ate hoje com a gente, uns pararam justamente por causa de estudos, outros que ficaram no meio do caminho, então agradeço a todos, e a amizade de vocês.

domingo, 19 de abril de 2009

Entrevista com Vadio


Alisson do Sacramento Silva, 21 anos de idade, natural de Conceição do Coité.
Esta no graffiti a mais ou menos uns quatro anos, desde 2005, começou a pintar mesmo em meados de 2006.
Vadio fala – Comecei olhando revistas, mais bem antes de tudo isso veio à pichação, depois de certo tempo conheci uma galera que já faziam graffiti, daí começaram a dar idéias como obter resultados, evolução coisas desse tipo, novas técnicas, fui indo ate que, hoje em dia ate que to fazendo uns trabalhos legais pela cidade.
Meu tag é “Vadio 12”, vadio é porque antigamente não tinha nada pra fazer, então ficava vadiando a todo tempo, e 12 é por que é a data de meu aniversario.
O povo acha interessante, comecei com esse tag mesmo, mais por causa da pichação, por que o nome é muito chamativo, quando passei pro graffiti e continuei com o mesmo.
Curtia muito, revistas, livros de anatomias essas coisas, comecei a observar mesmo, meu contato foi pouco, comecei sozinho tentando, ate que deu certo e continuo na mesma.
Acho que o graffiti hoje ta bem evoluído, as pessoas passam na rua e vêem o cenário bem animado, ta bem tranqüilo, hoje eu não tenho o que reclamar, e o povo ta gostando também, agente vem aperfeiçoando, o que falta melhorar são as condições, o que acontece é que a gente ta pintando na rua em troco de nada, ta faltando os órgãos públicos se manifestarem.
Utilizo o estilo bem conhecido como “Wild Style”, hoje tento fazer vadio style, criando o meu próprio estilo mesmo, é tipo um “Wild Style”.
A cena em Coité hoje ta forte, vários grafiteiros que comandam mesmo, e sabem chegar junto aonde chegam, e a evolução ta vindo ai, só falta à galera se unir para consegui-los os nossos objetivos.
Deixo uma mensagem aos iniciantes, se dediquem nos estudos mesmo, façam de tudo para alcançar suas metas, que hoje em dia as coisas estão difíceis, e que cada vez mais você tem que aperfeiçoar, para que possamos obter grandes projetos, grandes evoluções futuramente.
Agradecer a Deus primeiramente, a galera de Coité, e todos que sempre estiveram lado a lado comigo, aos que me apoiaram nos roles da vida, a Fera, Flip, Medo, DNL, Freak, e todos que n citei aqui, iremos continuar juntos, a batalha é essa mesmo nos temos que seguir em frente, sair na cara dura pitando mesmo, a cena aqui no interior é forte graças a Deus.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Entrevista com Fera


Valdinei Cerqueira Xavier, 21 anos de idade, natural de Conceição do Coité, mais conhecido como “Fera paz”, esta no graffiti desde 2006, mais a 3 anos pintando.
Fera fala. -Eu sempre gostei de desenhar, curtia muitos desenho que via, então vi uma revista de graffiti, achei muito interessante aquilo, massa mesmo, depois de tudo isso acabei conhecendo Medo, que já fazia graffiti há um tempo, dali em diante comecei a fazer os riscos nos papeis, Medo me passou uns estilos de letras, umas técnicas para pintar daí por diante não parei mais.
Muita coisa mudou desde o inicio, tudo era muito difícil, como conseguir material paredes. Hoje em dia as coisas melhoraram um pouco, não muito mais para o que era, ouve uma grande evolução, ate o reconhecimento melhorou.
Hoje o estilo que uso para pintar é um estilo conhecido no mundo todo, chamado de “Wild Style”, gosto muito desse estilo, por que é onde vejo as verdadeiras raízes do graffiti, onde tudo começou a ser bem representado, gosto muito mesmo do estilo gringo.
Atualmente faço parte de quatro crew’s, são elas MSF (movimento sem fronteiras), VB (vapor barato), KI (koligação do interior) e a CDR (conexão de rua), mais a MSF esta no sangue, foi onde tudo começou para mim, e estou nela desde o inicio e nem passa pela minha cabeça em sair um dia.
Esperamos que as pessoas que cuidam da cultura da nossa cidade possa enxergar e dar oportunidade para nos que fazemos parte do movimento de rua...
Deixo aqui meus agradecimentos, a Deus em primeiro lugar, a Medo por tudo que ele fez pelo graffiti em nossa cidade, o Vadio que sempre faz parte da correria, Flip, DNL, Freak, Dhead e a todos que estão juntos no dia-a-dia comigo.